Já vem a primavera, para preencher de cores a paisagem melancólica toda de traços em escala de cinza, que clama e grita pedindo algum rompimento. Sobretudo, além de bela, é pura, pois para renascer a gente precisa de beleza inocente, tal qual aquele sorriso de quem acorda depois de um sonho intenso. A cidade espera que ela pouse delicada, com o deixar do inverno, como borboleta em pétala de flor. Que nos cerque, esvoaçante, e, devagar, venha descer com asas coloridas que batem sutis no jardim.
Não, a estação fria não é feia. É bela, mas tem beleza séria, quase triste. Se fosse música, certamente seria aquele blues que, impiedoso, toca fundo sua alma, e chora triste como o último canto de um belo pássaro. Para romper com ela, tem que ser mesmo a primavera. Carregada de juventude e fértil, toda sorridente e enfeitada.
Talvez esta seja a passagem mais importante. É a transição da vida, o rito entre o fim e o começo. E, nesta etapa, eles ficam invertidos, pois o fim é a etapa anterior. É o fim do fato que nos faz aprender para o começo das atitudes que vamos tomar dali pra frente. E elas vão amadurecer no verão e outono, só sobrando as sementes e raízes mais preciosas para o próximo ciclo.
A primavera está chegando. E nosso jardim vai devolver todo carinho que nele depositamos.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Need
Eu só preciso de uma lembrança boa para esquecer as ruins. Só preciso de gotas de chuva para que o calor pare de incomodar. Eu só preciso de mãos firmes segurando as minhas, quando um vendaval está vindo, ou um pedaço de doce para tirar o amargor da minha boca. Eu só preciso de inspiração em dias brancos, um sorriso em dias tristes e um ombro pra descansar às vezes.
Eu só preciso de palavra pra cortar o silêncio, de um lápis para riscar o papel. Eu preciso de paciência quando estou chato, de conforto quando estou triste. Às vezes eu também preciso gritar, dar socos na parede, bufar de raiva e chorar as pitangas da maneira mais inconveniente. Eu só preciso de paz emprestada, de tranquilidade, de espaço pra pensar.
Eu só preciso de um beijo seu no fim do dia.
Eu só preciso de palavra pra cortar o silêncio, de um lápis para riscar o papel. Eu preciso de paciência quando estou chato, de conforto quando estou triste. Às vezes eu também preciso gritar, dar socos na parede, bufar de raiva e chorar as pitangas da maneira mais inconveniente. Eu só preciso de paz emprestada, de tranquilidade, de espaço pra pensar.
Eu só preciso de um beijo seu no fim do dia.
terça-feira, 13 de julho de 2010
Rock n' Roll
Os instrumentos estavam abandonados. Há tempos ninguém mais entrava naquela sala de ensaios, que já estava escura e empoeirada, entrando apenas um fecho de luz fraco, que ainda enfrentava a penumbra. As baquetas em cima da caixa surrada, os pratos ainda arrumados do jeito que ele gostava. Depois de dar as últimas pancadas, enfurecido e tirando um som que ninguém mais conseguiria tirar, foi se deitar no quarto. Depois disso, apenas acharam seu corpo estirado, com uma garrafa de vodka do lado. Muita gente chorou no enterro.
Estava acabado. A morte de um bastava para que aquela formação se desfizesse, até por respeito. Não daria mais para a música ser perfeita sem ele. Tempos quebrados, espetáculo, solos invejáveis e um barulho que só ele arrancava do intrumento. E como aquilo inspirava os outros, gênios, gigantes que caminhavam e não tinham limites. Mestres no que faziam, capazes de hipnotizar multidões com performances arrebatadoras. E o povo sempre pedia mais, não queria que eles saíssem do palco.
As pancadas fortes, o ecoar de pratos, a guitarra arranhada, o baixo que caminhava perfeito sobre a música e os gritos agudos formavam a palavra universal, escrita com o número de letras compatível com o número perfeito de integrantes... Apenas 4 letras, formando verbo e substantivo: rock.
É verdade, a sala estava abandonada, e eles reuniram-se poucas vezes para tentar fazer magia novamente, mesmo sem ele. E passaram-se anos, décadas desde o auge. O mundo já era diferente daquele que eles dominaram, as pessoas e as questões filosóficas. Mas alguma coisa ainda sobrevivia, o espírito da música que era passado de geração em geração. E onde há um menino com uma guitarra, ainda há música para ser tocada. Mesmo que ele esteja aprendendo os primeiros acordes, mesmo que daqui há uns anos ele não suba no palco e viva uma vida normal. Um sonho esteve em seu coração por aquele tempo, e toda esta paixão basta.
Muita coisa foi deixada para trás. Mas ainda existem milhões que vivem o sonho. E, em contraste com a sala de ensaios abandonada e escura, há uma salinha de música simpática e iluminada. Lá, como nos velhos tempos, uma agulha risca um vinil. E há um casal apaixonado deitado no tapete, dando beijos embalados pelo som e deixando com que o ritmo intensificasse seu amor.
Estava acabado. A morte de um bastava para que aquela formação se desfizesse, até por respeito. Não daria mais para a música ser perfeita sem ele. Tempos quebrados, espetáculo, solos invejáveis e um barulho que só ele arrancava do intrumento. E como aquilo inspirava os outros, gênios, gigantes que caminhavam e não tinham limites. Mestres no que faziam, capazes de hipnotizar multidões com performances arrebatadoras. E o povo sempre pedia mais, não queria que eles saíssem do palco.
As pancadas fortes, o ecoar de pratos, a guitarra arranhada, o baixo que caminhava perfeito sobre a música e os gritos agudos formavam a palavra universal, escrita com o número de letras compatível com o número perfeito de integrantes... Apenas 4 letras, formando verbo e substantivo: rock.
É verdade, a sala estava abandonada, e eles reuniram-se poucas vezes para tentar fazer magia novamente, mesmo sem ele. E passaram-se anos, décadas desde o auge. O mundo já era diferente daquele que eles dominaram, as pessoas e as questões filosóficas. Mas alguma coisa ainda sobrevivia, o espírito da música que era passado de geração em geração. E onde há um menino com uma guitarra, ainda há música para ser tocada. Mesmo que ele esteja aprendendo os primeiros acordes, mesmo que daqui há uns anos ele não suba no palco e viva uma vida normal. Um sonho esteve em seu coração por aquele tempo, e toda esta paixão basta.
Muita coisa foi deixada para trás. Mas ainda existem milhões que vivem o sonho. E, em contraste com a sala de ensaios abandonada e escura, há uma salinha de música simpática e iluminada. Lá, como nos velhos tempos, uma agulha risca um vinil. E há um casal apaixonado deitado no tapete, dando beijos embalados pelo som e deixando com que o ritmo intensificasse seu amor.
terça-feira, 15 de junho de 2010
Immigrant Song
Fora da janela, há inúmeros e fantásticos caminhos a serem explorados. Mas, para conhecê-los de verdade, há de saber viajar. Esta habilidade é muito mais do que conhecimento de línguas ou a ciência de fazer uma mala completa. É mais do que pegar o trem certo na hora certa, ou tirar centenas de belas fotos. Viajar é um indescritível prazer.
Com ou sem companhia, é importante nunca estar sozinho. Saber, antes de partir, colocar o que importa dentro de uma caixinha, para, depois, abrí-la a qualquer hora. Viajar é, além de absorver o lugar, levar um pouco de sua existência. O bom viajante deve também andar acompanhado das suas saudades, pois, quem sabe viajar, sempre deixa algo importante a que retornar.
Ser viajante também consiste em criar sua própria mística, ter suas crenças e amuletos para que tudo dê certo. E, se não der, ter quem ore por ele para que retorne são e salvo ao lar, com as histórias que coletou no seu percurso.
Para viajar bem, há de saber amar o sol, mas principalmente a chuva. Quem conseguie apreciar um dia cinzento nunca se frustrará enquanto estiver na estrada.
Quem almeja fazer boa viagem, também precisa ter sensibilidade. Tanto para se apaixonar por uma parede de tijolos ou o mar, quanto para sentir as energias de quem o espera. Só assim pode-se estar em vários lugares ao mesmo tempo, e regar suas rosas apenas pedindo pequenos favores às nuvens. Ao retornar para seu lar, ele as encontrará belas e coloridas, desabrochando-se em sorrisos para recebê-lo.
Por fim, ao viajar, deve-se explorar os terrenos mais obscuros dentro de si. É procurar respostas, segredos e chegar a conclusões verdadeiras. Mais do que aprender sobre o mundo, um viajante deve aprender sobre si. E, assim, descobrir para qual lar retornar e os tesouros que vai levar na sua mala.
Com ou sem companhia, é importante nunca estar sozinho. Saber, antes de partir, colocar o que importa dentro de uma caixinha, para, depois, abrí-la a qualquer hora. Viajar é, além de absorver o lugar, levar um pouco de sua existência. O bom viajante deve também andar acompanhado das suas saudades, pois, quem sabe viajar, sempre deixa algo importante a que retornar.
Ser viajante também consiste em criar sua própria mística, ter suas crenças e amuletos para que tudo dê certo. E, se não der, ter quem ore por ele para que retorne são e salvo ao lar, com as histórias que coletou no seu percurso.
Para viajar bem, há de saber amar o sol, mas principalmente a chuva. Quem conseguie apreciar um dia cinzento nunca se frustrará enquanto estiver na estrada.
Quem almeja fazer boa viagem, também precisa ter sensibilidade. Tanto para se apaixonar por uma parede de tijolos ou o mar, quanto para sentir as energias de quem o espera. Só assim pode-se estar em vários lugares ao mesmo tempo, e regar suas rosas apenas pedindo pequenos favores às nuvens. Ao retornar para seu lar, ele as encontrará belas e coloridas, desabrochando-se em sorrisos para recebê-lo.
Por fim, ao viajar, deve-se explorar os terrenos mais obscuros dentro de si. É procurar respostas, segredos e chegar a conclusões verdadeiras. Mais do que aprender sobre o mundo, um viajante deve aprender sobre si. E, assim, descobrir para qual lar retornar e os tesouros que vai levar na sua mala.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Little drops of rain
Leve como uma nuvem, a imagem dela paira relembrando aqueles momentos maravilhosos em que nenhum dos dois tinha pressa de nada, apenas queriam que o tempo passasse devagar para aproveitarem mais a companhia um do outro. Ele precisava muito incorporar essa leveza, pois assim deveria traduzir tudo que via sem demasiados detalhes. Estes, deveriam ser preenchidos com a capacidade alheia de imaginar.
Ele sentou-se no banco, pois era um costume que tinha adquirido com aquela bela companhia. Era muito gostoso ver as pessoas passando, e muitas outras sentadas ao contemplar aquela paisagem. Aquela era a hora: respirar fundo, sacar a caneta, e riscar o papel.
Cada linha formava um contraste interessante: letras disformes e feias procurando palavras exatas e belas. Ele se eximia da responsabilidade de afirmar se teve sucesso na busca, apenas observava, lembrava e escrevia. O lugar dava paz, a brisa inspirava. Tinha vontade de dividir aquilo que via com o mundo todo, mas especialmente com ela. Porque tudo o que faz-se belo, tudo que encanta e arranca brilho nos olhos, tanto as pinturas de artistas renomados como os monumentos, sem esquecer das verdes montanhas e cristalinos rios, tudo isso pertencia a ela.
Quando iniciou seu trabalho, ele sabia. Descrever as coisas seria loucura. Deixe que as fotos mostrem uma imagem fiel daquilo. Ele queria mesmo era poder colocar no papel cada sabor, cada palpitada que sentia em seu peito cada vez que se deparava com uma novidade. Seu intuito nem era provar que aquele lugar, comparando, era mais belo que muitos outros. Mas, contraditoriamente, se conseguisse passar o que sentiu quando pisou ali, isto ocorreria como produto de sua obra.
Decidiu por concluir: lugar que enche os olhos e a alma. Perfeito para deitar na grama relaxado ou exercitar suas faculdades mentais. Lugar de verde e concreto, presente e passado convivendo em plena harmonia. Lugar que o sol tornava belo, mas a chuva afirmava sua beleza.
Pronto, nada mais era preciso. Ele fechou o caderninho e saiu para recolher pequenas gotas de chuva para ela.
Ele sentou-se no banco, pois era um costume que tinha adquirido com aquela bela companhia. Era muito gostoso ver as pessoas passando, e muitas outras sentadas ao contemplar aquela paisagem. Aquela era a hora: respirar fundo, sacar a caneta, e riscar o papel.
Cada linha formava um contraste interessante: letras disformes e feias procurando palavras exatas e belas. Ele se eximia da responsabilidade de afirmar se teve sucesso na busca, apenas observava, lembrava e escrevia. O lugar dava paz, a brisa inspirava. Tinha vontade de dividir aquilo que via com o mundo todo, mas especialmente com ela. Porque tudo o que faz-se belo, tudo que encanta e arranca brilho nos olhos, tanto as pinturas de artistas renomados como os monumentos, sem esquecer das verdes montanhas e cristalinos rios, tudo isso pertencia a ela.
Quando iniciou seu trabalho, ele sabia. Descrever as coisas seria loucura. Deixe que as fotos mostrem uma imagem fiel daquilo. Ele queria mesmo era poder colocar no papel cada sabor, cada palpitada que sentia em seu peito cada vez que se deparava com uma novidade. Seu intuito nem era provar que aquele lugar, comparando, era mais belo que muitos outros. Mas, contraditoriamente, se conseguisse passar o que sentiu quando pisou ali, isto ocorreria como produto de sua obra.
Decidiu por concluir: lugar que enche os olhos e a alma. Perfeito para deitar na grama relaxado ou exercitar suas faculdades mentais. Lugar de verde e concreto, presente e passado convivendo em plena harmonia. Lugar que o sol tornava belo, mas a chuva afirmava sua beleza.
Pronto, nada mais era preciso. Ele fechou o caderninho e saiu para recolher pequenas gotas de chuva para ela.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
What did you see, when you were there?
O tempo passa, e, as impressões colhidas são as melhores possíveis. Não há de se confundir saudades com desgosto: são duas coisas completamente diferentes. As saudades de verdade só fazem crescer. Elas vêm para nos mostrar o real significado das coisas que, por vezes, deixamos passar em branco. E não há nada melhor do que recorrer à memória para transpor o que de bom passou às coisas presentes: sentir saudades é um contínuo exercício de utilizar a memória rebuscando tudo que há de belo em sua existência.
Semântica. Sim, pois tudo que se vê pode ser um grande vazio, um recipiente de impressões superficias que resultam em uma forma de admirar completamente oca. Mas, quando se atribui sentido, quando se busca a essência, o resultado se torna gratificante. É assim que se lida com a falta: buscando o gosto e cheiro das coisas, relembrando e aplicando ali, no que se vê. Porque a memória de algo que passou pode estar em uma cena nunca antes presenciada. E perceber isso é um grande passo para quem quer sorrir sempre, mesmo com a lâmina afiada pressionando seu peito sem piedade.
O tempo passa, e, as memórias ficam mais fortes. Porque o saudoso cultiva suas saudades como bela flor em seu jardim. Melhor ter do que recordar-se a continuar uma vida sem ausência, mas também sem preenchimento. Vivenciar e sentir falta é bem mais vantajoso, pois, a ignorância evita as saudades mas também ilude, dando uma impressão de que a vida é só aquilo e deixando sua existência passar sem conhecer alguma beleza.
O mundo estende os tapetes da grandiosidade àquele que consegue portar consigo a humildade. Pois, apenas as mãos humildes trabalham e sentem em si o gosto da terra úmida. Só essas mãos podem ter delicadeza e sensibilidade para amar o simples, e aí então saber discernir o essencial e o supérfluo do mundo. Na vida, todos havemos de nos apegar às coisas certas e entender o que de fato é uma oportunidade.
As saudades, sim, elas acontecem. Mas elas são um convite ao retorno, e todos sabemos a hora de retornar. E, quando em nossas mãos está a oportunidade de vivenciar novamente, temos que levar o aprendizado conosco para aproveitar cada segundo levando em conta o vazio que ficamos quando estamos distantes. Há de saber diferenciar, pois, cada momento da vida é cronometrado para as coisas acontecerem na hora certa. O retorno sempre depende de nós. E, antes de dizer adeus, temos que saber o que traremos da próxima vez. Viajar é mais do que aprender sobre o mundo. É o que aprendemos sobre nós mesmos.
Semântica. Sim, pois tudo que se vê pode ser um grande vazio, um recipiente de impressões superficias que resultam em uma forma de admirar completamente oca. Mas, quando se atribui sentido, quando se busca a essência, o resultado se torna gratificante. É assim que se lida com a falta: buscando o gosto e cheiro das coisas, relembrando e aplicando ali, no que se vê. Porque a memória de algo que passou pode estar em uma cena nunca antes presenciada. E perceber isso é um grande passo para quem quer sorrir sempre, mesmo com a lâmina afiada pressionando seu peito sem piedade.
O tempo passa, e, as memórias ficam mais fortes. Porque o saudoso cultiva suas saudades como bela flor em seu jardim. Melhor ter do que recordar-se a continuar uma vida sem ausência, mas também sem preenchimento. Vivenciar e sentir falta é bem mais vantajoso, pois, a ignorância evita as saudades mas também ilude, dando uma impressão de que a vida é só aquilo e deixando sua existência passar sem conhecer alguma beleza.
O mundo estende os tapetes da grandiosidade àquele que consegue portar consigo a humildade. Pois, apenas as mãos humildes trabalham e sentem em si o gosto da terra úmida. Só essas mãos podem ter delicadeza e sensibilidade para amar o simples, e aí então saber discernir o essencial e o supérfluo do mundo. Na vida, todos havemos de nos apegar às coisas certas e entender o que de fato é uma oportunidade.
As saudades, sim, elas acontecem. Mas elas são um convite ao retorno, e todos sabemos a hora de retornar. E, quando em nossas mãos está a oportunidade de vivenciar novamente, temos que levar o aprendizado conosco para aproveitar cada segundo levando em conta o vazio que ficamos quando estamos distantes. Há de saber diferenciar, pois, cada momento da vida é cronometrado para as coisas acontecerem na hora certa. O retorno sempre depende de nós. E, antes de dizer adeus, temos que saber o que traremos da próxima vez. Viajar é mais do que aprender sobre o mundo. É o que aprendemos sobre nós mesmos.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Sprayed it with perfume
Pefume é cheiro que toca suavemente nosso olfato e nos encanta com força e suavidade. Pois o perfume bom tem personalidade, mas mesmo assim é sutil e não nos agride. Ele consegue nos seduzir com a coisa mais básica que precisamos fazer para viver: respirar. E todo mundo que quer manter-se em pé deve apreciar um bom aroma.
Como é mágico, o perfume. Nós conseguimos sonhar com olores, com uma sensação muito similar à que temos quando acordados. Eles podem ficar guardados num frasco, assim, protegidinho. Ou então desfilar por aí, envolvendo o corpo da mulher amada e dando aquele toque mágico a qualquer ambiente em que ela estiver. E o cheiro dela nada mais é que complemento e potencializador de sua beleza; ela não deve ser vistta apenas com os olhos, mas também captada pelo olfato.
O melhor é que o cheiro é muito pessoal e característico, mas ao mesmo tempo pode ser transportado por objetos e pelo imaginário. Sim, o perfume pode se impregnar em pecinhas de roupa ou pequenos mimos dados pelos amantes, como também pode embebeder-se na memória para nunca deixar o outro só. É recordação e presente, é sensação que pode ser levada em caixinha com fita ou pedaço de tecido.
Sim, os cheiros são fantásticos, maravilhosos. Mas o melhor mesmo é a imagem de seu portador, após um reencontro. Mesmo com regalos e recipientes, mesmo com a memória que busca o aroma e traz prazer similar, não existe maior gosto que retornar para sentir novamente o perfume nas roupas, cabelo e pele de quem exala um perfume tão especial.
Como é mágico, o perfume. Nós conseguimos sonhar com olores, com uma sensação muito similar à que temos quando acordados. Eles podem ficar guardados num frasco, assim, protegidinho. Ou então desfilar por aí, envolvendo o corpo da mulher amada e dando aquele toque mágico a qualquer ambiente em que ela estiver. E o cheiro dela nada mais é que complemento e potencializador de sua beleza; ela não deve ser vistta apenas com os olhos, mas também captada pelo olfato.
O melhor é que o cheiro é muito pessoal e característico, mas ao mesmo tempo pode ser transportado por objetos e pelo imaginário. Sim, o perfume pode se impregnar em pecinhas de roupa ou pequenos mimos dados pelos amantes, como também pode embebeder-se na memória para nunca deixar o outro só. É recordação e presente, é sensação que pode ser levada em caixinha com fita ou pedaço de tecido.
Sim, os cheiros são fantásticos, maravilhosos. Mas o melhor mesmo é a imagem de seu portador, após um reencontro. Mesmo com regalos e recipientes, mesmo com a memória que busca o aroma e traz prazer similar, não existe maior gosto que retornar para sentir novamente o perfume nas roupas, cabelo e pele de quem exala um perfume tão especial.
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